O impacto dos crimes de colarinho branco na economia brasileira

(Por Josiane Skieresinski)

Todos os dias a população brasileira é bombardeada por notícias que abordam a violência do país e muitas outras que falam do cenário político. Mas por algum motivo algumas pessoas ainda tenham a sensação de que pouca coisa está mudando de fato no nesse cenário. Talvez essa sensação esteja ligada ao modo como cada caso é julgado pela justiça. Até pouco tempo, os noticiários apresentavam casos de políticos e empresários que cometeram crimes e acabaram passando impunes, ao contrário de pessoal envolvidas em pequenos delitos, como furtos a pedestre ou porte de pequenas quantidades de drogas.

Segundo o professor dos cursos de graduação e mestrado em Direito da Universidade La Salle Daniel Achutti, essas situações ocorrem pelo contexto histórico do país. “As prisões não foram construídas para punir pessoas que produzem para a sociedade, mas foi feita para punir as pessoas que não contribuem com o sistema capitalista. Então se nesse sistema tu precisas de pessoas que consomem, que geram renda, não são essas pessoas que vão ser afastadas da sociedade e sim os que não tem como se manter. E por isso furtam o patrimônio alheio. O empresário que gera renda e trabalho não é visto como mau e sim como uma pessoa que contribui para o desenvolvimento do país”, conta o professor.

Existem atualmente, no Brasil, 622,2 mil presos divididos em mais de 1.400 unidades prisionais, segundo o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen). Esses números refletem diretamente na economia do país. Segundo a professora e coordenadora do Curso de Ciências Econômicas da Universidade La Salle Dra. Judite Sanson de Bem, fala que as demandas do país são inúmeras e que a verba que sai do governo para essas demandas não corresponde com o valor que chega para as ações. “Além disso eu não saberia te dizer com certeza, se mesmo não tendo esses desvios as demandas que o Brasil tem seriam cumpridas efetivamente, mas com certeza já amenizaria grande parte dos problemas e das falhas nos serviços públicos”, avalia a professora.

(Revisado por Alessandra Kominkiewics e Luisa Meimes)

Sobre francisco.amorim

Professor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *