A intolerância no ambiente de trabalho e suas consequências

(Por Thaís Rodriguez)

Gustavo de Andrade, 54 anos, está atuando como de motorista de ônibus atualmente. Trabalhou a maior parte da vida nessa profissão, mas para grandes empresas e no emprego anterior prestou serviços a uma influente família. Também já foi bancário, mas a estrada, segundo ele, é libertadora. Não se cansa de seguir nessa profissão, entretanto, trabalhar anos no mesmo lugar pode ser entediante. Segundo o simpático motorista, por esse motivo pede demissão de em média 5 a 8 anos em cada empresa, pelo simples fato de se sentir preso.

Diz que é preciso ter muito ‘’sangue frio’’ pois o psicológico pode ser facilmente abalado para quem não está preparado, uma vez que passou por lugares onde andar armado era considerado normal. Já para a técnica de enfermagem, Malvina Terezinha, 58, que está a 28 anos na mesma empresa. Diz que passou por diversos altos e baixos, diz ser necessário saber em quem confiar. Confessou ter pensado em abrir mão do cargo por ter tido uma supervisora agressiva, ao ponto de voltar aos choros para casa. Mas pensava em como seria difícil procurar emprego na situação dela, solteira e mãe de 3 filhos, trabalhando por 36 horas. Oque veio a ponderar o que valia mais a pena já que teve mais um menino depois dos 40, logo a pressão foi ainda maior. Inspirada e ativa, mostrou-se satisfeita por ter ultrapassado grandes barreiras, e conta que é preciso ser forte e paciente se quer chegar aonde se quer, pelas maneiras corretas.

No presente momento conta os dias para se aposentar e poder curtir os netos. Segundo a psicóloga Luana Santos, é notável tamanha procura em seu consultório por pessoas insatisfeitas de alguma maneira em seus empregos e transmitem insegurança ao falar sobre seus pensamentos e vida pessoal. Tendem a se afastar dos entes queridos ao pensar que trazem problemas e despesas ao eles ao procurarem tratamento, sem saber qual o princípio. É preciso transparecer mudanças e muitas vezes transtornos de humor para surgir a procura por solução. O tratamento se inicia basicamente ao trabalhar a auto estima do paciente, dialogar e colocar as cartas na mesa. Porém, por se tratar de algo que os sustenta. O retorno pode ser tardio, bem porque erram ao pensar que só existe aquele mundo, aquela vaga ou até mesmo aquela pessoa. As oportunidades existem, mas é necessário buscá-la, e eu estou aqui para isso. Se auto valorizar para aí sim ser valorizado, e todos nós merecemos. ‘’Temos o direito de ir atrás da felicidade’’ afirma.

A troca diária de humor, a preguiça de realizar atividades e a monotonia da rotina podem causar grandes impactos na saúde psicológica, desde a escola á aposentadoria. É preciso ser atento aos detalhes de forma mútua. Nunca é tarde para recomeçar e aprender, antes de prestar atenção ao redor, repare mais em você.

Sobre francisco.amorim

Professor

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